Pixel Art: Tudo que Você Precisa Saber para Começar

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Quem cresceu jogando games clássicos de Atari ou Super Nintendo sempre acaba sentindo um pouco de nostalgia quando se depara com jogos que possuem gráficos em pixel art, ou as famosas imagens “pixeladas”.

Mas, a verdade é que esse estilo de arte está longe de ser utilizado apenas nos jogos mais antigos.

Hoje consolidado entre os diversos outros estilos, o pixel art está presente em lançamentos de grandes estúdios e de desenvolvedores independentes, além de ter um processo de criação que pode ser tão complexo e trabalhoso quanto os estilos em 3D.

Para quem não conhece, o pixel é o menor elemento presente em um dispositivo eletrônico visual no qual se pode aplicar uma cor. Apesar de aparentar ser quadrado, dando a impressão de que os desenhos são feitos com peças de lego, ele não necessariamente tem esse formato.

Isso porque os pixels são formados pelo conjunto de três pontos de cores: o vermelho, verde e azul (ou seja, o sistema de cores RGB: red, green, blue). A partir desse sistema é possível criar 256 tonalidades variantes dessas três cores e então formar uma combinação que gera cerca de 16 milhões de tons diferentes.

Dessa forma, uma imagem em pixel art é desenhada pixel por pixel – e esses pixels devem ser notáveis -, fazendo com que seu formato tenha bordas quadradas e não suavizadas ou arredondadas, como em outros tipos de gráficos.

Continue lendo este artigo para saber mais sobre:

E muito mais! Bora começar?

Como o Pixel Art surgiu?

O conceito de “Pixel Art” foi citado pela primeira vez em 1972, quando Richard Shoup criou o software SuperPaint para sistemas Mac da Apple. Mas o primeiro registro desse termo foi feito em 1982, quando Adele Goldberg e Robert Flegal o citaram em uma série de artigos enquanto trabalhavam para o Centro de Pesquisas da Xerox, em Palo Alto.

No mundo dos games, o pixel art foi a solução encontrada devido à limitação dos primeiros consoles que surgiam na época, os quais suportavam um número limitado de cores e animações.

No entanto, apesar de ter surgido de uma limitação tecnológica, o estilo agradou o público pelo mundo e mesmo com sua simplicidade estrutural foi possível criar clássicos incríveis que até hoje são relembrados entre os gamers, como Mario Bros, Space Invaders, entre outros.

E mesmo depois do surgimento de consoles mais poderosos, como Xbox, Playstation e Nintendo Wii, muitos estúdios e desenvolvedores independentes continuaram apostando no estilo para seus projetos e continuaram tendo sucesso. O game indie Fez, lançado em 2012, é um exemplo:


Quais técnicas definem o pixel art?

Pode parecer que não dá muito trabalho, mas é importante lembrar que nesse tipo de arte cada pixel deve ser desenhado.

Sendo assim, ao utilizar um programa de edição de imagens é preciso ampliar o zoom ao máximo até que se possa editar cada pixel individualmente.

Isso significa que cada detalhe criado fará uma grande diferença na arte final.

Mas, como saber se um determinado estilo é realmente pixel art? Confira a seguir três características importantes:

Anti-aliasing: o principal objetivo no pixel art é que, claro, os pixels estejam visíveis para o jogador ou telespectador. Sendo assim, a ferramenta com o efeito de anti-aliasing (responsável por “suavizar” as bordas nos desenhos e presente em diversos programas de manipulação gráfica), deve ser utilizada com cuidado para não prejudicar esse efeito característico do estilo. Alguns artistas costumam empregar esse efeito desenhando-o à mão.

Uso das cores: pode haver confusão entre o que é pixel art e o que é 8-bits. Na verdade, quando um jogo está em 8-bits isso não significa que ele tenha as imagens pixeladas, e sim que ele usa um padrão de cores suportado dentro dessa capacidade.

Nos primeiros modelos de videogame, por exemplo, apenas 256 cores diferentes podiam ser usadas nos jogos.

No Atari 2600, em que a capacidade era para 128 cores, alguns jogos não tinham as bordas desenhadas e, por isso, devia haver um contraste grande entre as figuras para não haver confusão. O Air-Sea Battle, criado para o console em 1977, é um belo exemplo disso:

Mesmo com uma paleta de cores mais limitada, é possível desenhar sombras, efeitos de luz e outros detalhes usando os pixels. No entanto, para manter o estilo mais fiel possível do pixel art, é recomendável desenhar esses efeitos manualmente e evitar utilizar os recursos já prontos disponíveis nos softwares de edição de imagem.

Resolução mais baixa: a resolução para um game em pixel art não precisa ser muito grande, uma vez que esse estilo se consagrou justamente em aparelhos mais limitados. Para se ter uma ideia, o Super Mario Bros tinha apenas 256 x 224 pixels, e o próprio Mario foi feito com 12 x 16px.

Essa, aliás, é uma das vantagens para desenvolvedores de games para celular, pois quanto menor for a resolução do game, mais aparelhos serão suportados – incluindo celulares com menor capacidade.

Voxelart: pixels em 3D

Além do pixel art, outro estilo popular entre artistas e designers de jogos é o voxelart (em inglês, a sigla significa volumetric pixel, ou pixel volumétrico).

Basicamente, trata-se de um pixel tridimensional. Então, enquanto no pixel art os dados são guardados em um bitmap, o voxel faz isso em um grid tridimensional. Confira um exemplo nesta figura do ilustrador português Gustavo Santos:

Alguns games famosos feitos em pixel art

Para quem ainda não se lembra como se parecem ou não conhece os gráficos em pixel art, aí vão alguns exemplos de games feitos com esse estilo de arte, dos clássicos até alguns lançamentos indie recentes:

Space Invaders (1978)

Lançado para o Arcade em 1978 e inspirado nos clássicos Star Wars e Guerra dos Mundos, Space Invaders é um dos games mais lembrados pelos gamers mais nostálgicos e está na lista dos 10 jogos mais influentes de todos os tempos segundo o portal IGN.

Super Mario Bros. (1985)

Também presente na lista do IGN, o Super Mario é indiscutivelmente um dos maiores sucessos da Nintendo e um dos primeiros games criados no estilo side-scrolling (plataforma com rolagem). Sua influência no mundo dos jogos e da cultura popular é tão grande que a trilha sonora e o visual do game são reconhecidos até mesmo por quem nunca o jogou.

Super Meat Boy (2010)

Avançando alguns anos após Super Mario Bros., o game indie Super Meat Boy se tornou um sucesso desde seu lançamento, em 2010. Criado pela dupla de desenvolvedores Edmund McMillen e Tommy Refenes, o jogo conta a história de um menino feito de carne que deve enfrentar diversos desafios para salvar sua namorada, feita de bandagem. O game foi eleito o Jogo mais Desafiante do ano de 2010 pelo IGN e também recebeu o prêmio de Melhor Jogo para Download da Game Spot e da Game Trailers.

Hotline Miami (2012)

A intensa jogabilidade, qualidade de trilha sonora e gráfica do Hotline Miami fez com que ele se tornasse um grande sucesso desde seu lançamento pelos desenvolvedores Jonatan Söderström e Dennis Wedin. O jogo foi feito em 2D e, ao contrário dos jogos de plataforma em side-scrolling, ele oferece uma vista de cima do cenário e personagens.

Games brasileiros em pixel art

Além dos populares games dos anos 1980 e 1990, há diversos jogos brasileiros fazendo sucesso com o pixel art. Veja alguns exemplos a seguir:

Urbermosh (2015), por Walter Machado

O Ubermosh é um game no estilo arcade no qual o jogador se diverte entre espadas, tiros de armas cyberpunk e uma trilha sonora feita pelo próprio Walter Machado com muito rock’n roll.

Confira neste link a entrevista do Walter Machado para o PDJ Show

Oniken (2014) e Odallus (2015), por Joymasher

Lançado em 2012 para Windows, OS X e Linux, Oniken é um game de ação no estilo plataforma. Nele, o jogador encontra um gameplay inspirado nos sucessos de Strider, Ninja Gaiden e Shatterhand e deve vencer um chefão a cada fase.

Confira neste link a entrevista da equipe da Joymasher para o PDJ Show

Tower of Samsara (2016)

O jogo de plataforma Tower of Samsara leva o jogador em uma aventura em busca de ascensão espiritual com uma série de conceitos do budismo, sistema solar e filosofia em um cenário medieval.

Equipe de desenvolvedores: Danilo Ganzella, Gabriele Marchi, Guilherme Gaspar e Chris Christodoulou

As vantagens em usar pixel art para criar seu game

Existem algumas vantagens em investir no pixel art na hora de projetar seu jogo, e uma delas é a própria facilidade para aprender a criar.

Como se tratam de desenhos feitos pixel por pixel, o desenvolvedor tem mais chances de conseguir prototipar um cenário, personagem ou objeto do jogo rapidamente a partir de diversas ferramentas gratuitas e pagas.

Além disso, os desenvolvedores que possuem orçamento baixo para a arte do game podem economizar dinheiro tentando criar seus próprios modelos, já que é possível desenhar pixel art em programas gratuitos ou até mesmo direto pela internet.

Sendo assim, a curva de aprendizado pode ser um pouco maior do que atividades que exigem softwares e conhecimentos mais complexos, como modelagem 2D e 3D.

Outra alternativa para quem realmente não tem nenhum conhecimento é buscar e baixar artes prontas em sites de assets – alguns deles podem ser gratuitos ou pagos, e é preciso verificar as regras e licenças atribuídas a cada pacote antes de utilizá-los em um jogo que será comercializado.

Sensação de nostalgia nos jogadores

Outro ponto interessante sobre esse estilo de arte é que ele geralmente cria uma sensação de nostalgia nos jogadores que cresceram jogando clássicos dos anos 80 e 90 com essa mesma forma de arte.

Por isso não é difícil vermos cenários, mecânicas e personagens com características que lembram o Super Mario, Mega Man, Sonic, entre outros.

Trazer referências como estas podem abrir mais possibilidades para alcançar diferentes públicos – desde crianças até adultos.

Porque é bonito!

Nem sempre o gráfico trabalhado com a melhor das tecnologias é o mais bonito.

No pixel art além da possibilidade de usar programas simples de manipulação de imagens, é possível criar cenários e figuras incríveis, com diversos estilos, formatos e temáticas diferentes.

Se você ainda não se convenceu, que tal dar uma olhada no cenário incrível criado pelo ilustrador britânico Rod Hunt abaixo?

Ou então esta fanart de Star Wars criada por Gustavo Viselner:

Por onde começar: o que é preciso saber antes de começar a criar um jogo em pixel art?

Antes de criar a arte de seu jogo, é importante se atentar para algumas características que ele terá ao longo do desenvolvimento do projeto.

O primeiro passo para iniciar a prototipagem é definir qual resolução será utilizada, e isso deve ser avaliado de acordo com o dispositivo para o qual o jogo será criado.

Games para dispositivos móveis, por exemplo, podem nem precisar ter resolução muito alta. E a vantagem é que quanto menos capacidade esse gráfico exigir, mais aparelhos serão suportados e, consequentemente, mais jogadores serão alcançados.

Se você quiser criar um efeito retrô em uma tela com cerca de 4 polegadas, pode optar por criar a arte com cerca de 240×160 pixels para que os pixels fiquem bem visíveis.

Uma boa saída na hora de criar objetos e personagens é trabalhar com a proporção 32x32pixels, pois assim ficará mais fácil redimensionar os itens e texturas na game engine utilizada.

Após definir a resolução, é hora de dar vida aos personagens, cenários e objetos do jogo.

É preciso definir um estilo e saber criar cada item no tamanho adequado para a tela e para o estilo do jogo.

Além disso, deve-se escolher uma paleta de cores para toda a arte e respeitar essa combinação para que haja um padrão e harmonia aos olhos do jogador.

Se for para relembrar os clássicos em 8-bits, trabalhe com a paleta de cores padrão nos programas de edição.

Vamos ver agora em mais detalhes algumas dicas extras para você que quer começar a criar Pixel Art.

Anti-aliasing

Em programas de edição de imagens destinados não apenas para o pixel art, lembre-se sempre de desligar o modo anti-aliasing ao utilizar ferramentas como borracha, redimensionar e mover, etc., pois ele suaviza as bordas de forma automática e altera a forma original dos pixels. Para criar este efeito nas figuras em pixel art, a técnica de retocar as bordas deve ser feita manualmente.

Grid mode

Para facilitar a visualização e preenchimento dos pixels, ative o modo grid (grade) nos programas de edição. Assim fica mais fácil criar os tracejados com precisão.

Amplie o zoom

Se um desenho foi criado sem a necessidade de ampliar o zoom ou de ter um programa específico já com a grade de pixels para preencher, ele muito provavelmente não é pixel art. Afinal, é preciso um nível muito alto de proximidade para que se consiga ilustrar nesse estilo. Certifique-se de que o editor de imagens utilizado possui opção para ampliar bem o zoom até que se possa enxergar e apagar cada ponto desenhado facilmente.

Cuidado ao desenhar curvas

É preciso um pouco de prática e técnica na hora de desenhar as curvas das figuras em pixel art. Ao contrário de uma ferramenta de elipse comum nos programas, é preciso desenhar alguns pontos intermediários entre os lados. Assim o formato ficará mais fiel e bonito.

Cuidado nos sprites que serão animados

Tenha em mente que quanto mais detalhes você criar na figura, mais trabalhosa será a tarefa de animar esse objeto. Em alguns programas essa função fica mais fácil. No entanto, em alguns casos será preciso redesenhar algumas partes da imagem.

Sombras

Assim como os formatos elípticos não podem ser criados com uma ferramenta pronta, as sombras e efeitos de luz no pixel art também devem ser desenhados à mão. Por isso, não é indicado utilizar a opção de gradiente (degradê) embutida nos programas.

Sobre o uso das cores nos games

Uma dica para quem vai criar um game no estilo retrô em 8-bits é utilizar a paleta de cores padrão de programas como Paint, Photoshop ou outros similares. Mas, é preciso se atentar para a harmonia do gráfico como um todo.

Confira também esse artigo sobre a importância do estudo das cores no mundo dos jogos, que dá algumas dicas imprescindíveis para conquistar os gamers com sua arte.

Como animar o pixel art

Assim como a criação de imagens em GIF e outros tipos de animações, o pixel art pode ser animado por meio da criação de frames.

Muitos programas de edição gráfica já suportam esse recurso. Com ele, o usuário pode criar o personagem, abrir um novo frame com o modelo já desenhado e fazer a modificação necessária para criar movimento na figura.

Isso facilita bastante e dispensa a necessidade de desenhar toda hora o mesmo objeto apenas para modificar uma parte dele.

As melhores ferramentas para você iniciar no mundo da Pixel Art

Em geral, qualquer programa que possua uma ferramenta de lápis e permita que o usuário aproxime a tela o suficiente para desenhar os pixels pode ser usado para criação de artes e animações em pixel art.

Isso inclui programas simples e gratuitos como o Paint, da Microsoft, ou o GIMP, disponível em sistemas Linux, Mac e Windows.

A seguir, veja uma série de ferramentas gratuitas e pagas para começar a desenhar.

Programas gratuitos para criar pixel art

Paint

Disponível para sistemas da Microsoft, o Paint possui as ferramentas básicas necessárias para quem quer criar um pixel art do zero. Basta utilizar o lápis, borracha e a ferramenta de preenchimento para começar.

Clique aqui para saber mais sobre o Microsoft Paint

Gimp

Conhecido como a melhor ferramenta para edição de imagens disponível para Linux, o GIMP também tem versões para Windows e Mac OS. O programa é gratuito e em código aberto, o que permite uma variedade maior de plugins e recursos extras.

Clique aqui para baixar o GIMP

Piskel

Também em código aberto, o Piskel tem a vantagem de funcionar em navegadores. Basta clicar em “Create a Sprite” para começar. Além de já ter uma grade para visualizar e desenhar mais fácil, a ferramenta também permite criar frames para animar o desenho.

Clique aqui para acessar o Piskel

Make Pixel Art

Com um visual e efeitos sonoros retrô, o Make Pixel Art é um site para quem deseja criar desenhos simples. A ferramenta não possui opção de grade, porém é possível ampliar o zoom para obter maior precisão com o tracejado.

Clique aqui para acessar o Make Pixel Art

Piq

Apesar da interface bem simples, com uma tela branca e a grade para desenhar, o Piq oferece algumas opções interessantes para quem realmente quer criar artes avançadas em pixel art, incluindo opções para ativar o modo isométrico, ferramenta de dithering, de contorno (outline drawing), entre outros.

Clique aqui para acessar o Piq

Pixel Art Maker

O Pixel Art Maker vem com quatro opções diferentes de tela para desenhar, incluindo a tradicional grade para fácil preenchimento dos pixels. A ferramenta é ideal para modelos simples, já que não possui opção para animar as figuras.

Clique aqui para acessar o Pixel Art Maker

Pixothello

Disponível apenas para Windows, o Pixothello apresenta uma interface parecida com o Paint. Uma de suas maiores vantagens é a facilidade para criar animações.

Clique aqui para baixar o Pixothello

Pixilart

O Pixilart é uma boa alternativa para criar personagens animados, já que ele permite criar e visualizar facilmente os frames criados e ainda possui opção para espelhar os traços desenhados na vertical e horizontal – ideal para criação de cenários, por exemplo.

Clique aqui para acessar o Pixilart

Programas pagos para criar pixel art

Adobe Photoshop

Quem procura uma ferramenta com recursos avançados para pixel art e outros tipos de arte pode optar pelo Photoshop, o qual pode ser adquirido através de uma assinatura mensal com a Adobe ou em sua versão de testes por 30 dias.

Clique aqui para baixar o Photoshop

CorelDraw

O CorelDraw também está entre as ferramentas para criação gráfica avançada. Tanto ele quanto o Photoshop são indicados para designers ou para quem irá trabalhar exclusivamente com arte. A versão gratuita do programa pode ser testada por 15 dias.

Clique aqui para baixar o CorelDraw

Pixen

Disponível para Mac, o Pixen pode ser ideal para criação de figuras em 8-bits e animações facilmente. Ele pode ser comprado por US$9,99 na Mac App Store.

Clique aqui para baixar o Pixen

Artweaver

O Artweaver, para Windows, pode ser utilizado tanto para pixel art quanto outros estilos, como pinturas, artes em 2D, etc. Há uma versão gratuita do programa com recursos limitados. Para obter todas as ferramentas do software é preciso desembolsar 34€.

Clique aqui para baixar o Artweaver

Spriter

Criado para designers que trabalham com games, o Spriter também permite criar diversos estilos além do pixel art. Uma de suas vantagens é a possibilidade de customizar as animações e detalhes dos personagens de maneira mais fácil na hora de testar o gameplay. O programa tem versões para Linux, Mac OS e Linux. A versão Pro custa US$59,99.

Clique aqui para baixar o Spriter

Pyxel Edit (Versão beta)

O Pyxel Edit foi criado unicamente para pixel art e é uma das opções mais baratas para este fim, com versões para Windows e Mac OS. O programa ainda está em versão Beta mas já pode ser baixado por US$9,00.

Clique aqui para baixar o Pyxel Edit

Vai começar a criar? Confira alguns tutoriais sobre pixel art

Se deseja conferir passo a passo como criar e animar um pixel art, dê uma olhada nos tutoriais abaixo. Alguns deles estão em inglês:

Introdução ao pixel art para games (em inglês): artigo convidado escrito por Glauber Kotaki com dicas para desenhar um personagem

Criando Pixel Art (em inglês): tópico no PixelJoint com as mais diversas instruções sobre como criar pixel art

Técnicas e tutoriais de Pixel Art (em português): conheça as técnicas para desenhar figuras em pixel art com link para um tutorial passo a passo

Dicas para desenhar figuras humanas (em inglês): tutorial passo a passo com dicas e técnicas para quem quer criar figuras humanas em pixel art

Criando um monstro em pixel art (em inglês): os passos para quem quer criar monstros e inimigos em pixel art

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Onde comprar pixel art para seu jogo

Uma das preocupações entre os desenvolvedores de jogos independentes é a utilização de modelos prontos para seus projetos acabar criando uma série de games com artes idênticas ou muito parecidas.

No entanto, mesmo quem vai criar um game com um estilo de arte único pode simplesmente usar os modelos prontos para prototipar mais rapidamente e testar as mecânicas de jogo com um personagem.

Unity Asset Store

A loja de Assets da Unity conta com diversos sets em pixel art prontos para serem baixados e exportados para a game engine. Basta pesquisar por pixel art no site e uma série de opções gratuitas e pagas serão exibidas.

Um bom exemplo é este cenário de um quarto, que pode ser comprado por US$7:

Ou este kit em 8-bits para jogos de plataforma, que sai por US$5.

Clique aqui para acessar a Asset Store da Unity

Aliás, para quem usa Unity nós temos um guia completo sobre como acessar, baixar e até vender assets pela loja oficial da game engine.

Graphicriver

O site Graphicriver, conhecido por oferecer logotipos e ícones para downloads, também possui uma seção para baixar assets para games. Faça a pesquisa por “pixel art” e selecione a categoria Game Assets para obter as opções.

É possível baixar pacotes completos com personagens, texturas ou cenários. Quem procura por temáticas específicas também pode acabar encontrando artes interessantes, como este pacote com figuras do espaço que custa US$5.

A loja também apresenta algumas opções de cenários ideais para games de plataformas, como o pacote abaixo, vendido por US$5.

Clique aqui para acessar a Graphicriver

Mais opções para comprar pixel art e outros assets

Aqui no Produção de Jogos nós também temos um artigo com diversas opções para quem quer não apenas baixar artes prontas, mas também starter kits, texturas, áudios e outros itens essenciais para a criação de um game.

E para quem quer ter uma forma mais fácil de criar protótipos para um game, também fizemos a curadoria de 11 opções de starter kits para baixar e usar Clique neste link para acessar.

As opiniões de artistas brasileiros sobre Pixel Art

Eu entrei em contato com alguns desenvolvedores de jogos brasileiros para saber o que eles acham sobre pixel art e quais as vantagens em criar arte nesse estilo. Confira abaixo o que eles me responderam.

Glauber Kotaki (@unseven), Artista freelancer

Raphael: Quando você começou a criar Pixel Art e porque escolheu esse estilo?

Glauber: Eu comecei a brincar antes mesmo de saber que o estilo tinha esse nome no MSPaint do Windows 3.1. Foi um hobby que eu levei pra frente por anos, e eventualmente uma oportunidade na área de games apareceu por conta dele, então meio que me escolheram por causa dele.

Raphael: Na sua opinião, quais jogos são referência no que diz respeito a Pixel Art?

Glauber: A série Metal Slug, por utilizar o máximo potencial do pixel art (considerando limitações, otimizações, técnicas e resultado final); Superbrothers: Sword & Sworcery EP, por ser um marco e um dos melhores exemplos de pixel art mesclado com técnicas mais modernas e de maior resolução; e Odallus por tirar leite de pedra de uma maneira esperta de um estilo limitadíssimo como o 8bit.

Raphael: Quais dicas você considera essenciais para desenvolvedores terem sucesso com games nesse estilo?

Glauber: O pixel art não precisa ser complexo pra ficar bonito, então foque no game design que é tão ou mais importante quanto.

Raphael: Quais programas você indica para criar pixel art?

Glauber: Aseprite, Graphics Gale e Photoshop.

Raphael: Você segue alguma comunidade sobre este assunto? Se sim, qual indica?

Glauber: Hoje em dia apenas Pixel Dailies, mas frequentava bastante Pixel Joint, Pixelation e TIGSource Forums também.

Raphael: Você pode mostrar pra gente uma seleção do seu trabalho em Pixel Art?

Confira o portfolio do Glauber Kotaki em: http://glauberkotaki.com/

Danilo Dias (@Danilo_Noites), do estúdio Joymasher

Raphael: Quando você começou a criar Pixel Art e porque escolheu esse estilo?

Danilo: Eu gosto de fazer pixel art desde que ganhei um computador, lá pelos idos de 95/96. Passava a tarde no paint desenhando e jogando doom.

Raphael: Na sua opinião, quais jogos são referência no que diz respeito a Pixel Art?

Danilo: Eu gosto de muita coisa, minhas referências vêm dos jogos 8 bits da Natsume com cenários escuros e detalhados, passando por jogos de arcade daquelas placas mais antigas da Capcom e da Sega e jogos do começo da geração 16 bits em geral. Os jogos não tinham animações detalhadas e muitas vezes eram até um pouco estranhas, mas o trabalho em cima dos detalhes dos bonecos, texturas do metal, shading dos objetos era impressionante. Eu pelo menos gosto muito desse tipo de visual. Pro clássico “gráfico fodão” mesmo minha referência é SNK, os gráficos de jogos como Samurai 2, Real Bout e Metal Slug eram coisa fina mesmo.

Raphael: Quais dicas você considera essenciais para desenvolvedores terem sucesso com games nesse estilo?

Danilo: Praticar bastante e não ter medo de ir atrás de referências.

Raphael: Quais programas você indica para criar pixel art?

Danilo: Eu indicaria o Aseprite, é um programinha muito bom e barato pra se fazer pixel art.

Raphael: Você segue alguma comunidade sobre este assunto? Se sim, qual indica?

Danilo: Infelizmente eu não participo de nenhuma comunidade de pixel art, eu sou bem péssimo em seguir fóruns e participar ativamente desse tipo de coisa. Hahaha

Raphael: Você pode mostrar pra gente uma seleção do seu trabalho em Pixel Art?

Siga a página da Joymasher no Facebook: https://www.facebook.com/JoyMasher/facebook.com/JoyMasher/
Twitter: @joymasher
Site: http://joymasher.com

O que fazer agora?

Após conferir as dicas deste artigo, um conselho importante para quem vai começar a se aventurar em desenhar pixels é começar a acompanhar sites, comunidades e artistas para se inspirar e obter referências para seu projeto.

Para te ajudar nessa empreitada, selecionamos a seguir alguns sites de comunidades para designers que trabalham com pixel art e alguns perfis interessantes para começar a acompanhar no Twitter.

As páginas a seguir também são uma boa pedida para criar portfólios e começar a divulgar seu trabalho. Dá só uma olhada:

  • Behance: comunidade para encontrar artistas gráficos de diversas áreas, fazer networking e buscar artes para se inspirar
  • Pinterest: rede social para buscar e catalogar ideias, seguir artistas e visualizar alguns tutoriais em imagens
  • Deviantart: site que funciona como uma galeria de artes e comunidade para artistas. Permite vender e baixar artes prontas de outros designers
  • PixelJoint: comunidade destinada exclusivamente para falar sobre pixel art, com fórum, downloads, links úteis, entre outros recursos interessantes
  • Pixelation: fórum com diversas discussões sobre criação de pixel art, artes em 2D/3D, animações, games, portfólios e até ofertas de emprego na área

Artistas de Pixel Art para você seguir no Twitter e se inspirar diariamente

Confira alguns artistas com portfólios interessantes para seguir e se inspirar:

  • Zach Soares (@y2bcrazy): artista de voxelart, animador e diretor de arte
  • Glauber Kotaki (@unseven): designer brasileiro. Trabalha com pixel art e animações para jogos
  • Pedro Medeiros (@saint11): artista e programador de games e cofundador da MiniBoss
  • Lu Nascimento (@viiolaceus): artista brasileira que trabalha com games independentes e como freelancer
  • Sir Carma (@Sir_carma): artista de voxel art por hobby
  • Gary J Lucken (@armyoftrolls): artista britânico de pixel art com referências sobre cultura pop, gráficos em 2D retrô e desenhos japoneses
  • Paul Robertson (@probzz): artista e animador que trabalha na indústria de jogos. Possui diversos trabalhos com referências japonesas
  • Danilo Dias (@Danilo_Noites): co-fundador da Joymasher e responsável pela arte nos games Oniken e Odallus

Conclusão

Neste artigo eu tentei dar uma noção geral sobre Pixel Art para ajudar quem quer dar os primeiros passos na área.

Eu particularmente sou apaixonado por Pixel Art apesar de não ter ido muito além de umas brincadeiras usando o Piskel.

Mas se você tem interesse em se aprofundar no assunto, recomendo que você comece a seguir os artistas que mencionei acima (para inspiração) e ver alguns dos milhares de tutorias sobre o tema disponíveis na internet.

Antes de dar seus primeiros (ou próximos) passos, eu gostaria de saber de você:

Quais as suas ferramentas e artistas favoritos de Pixel Art?

Comente abaixo nos comentários e vamos fazer desse artigo um repositório ainda melhor de informações sobre Pixel Art!

  • Carlos

    Vlw Raphael esse post me ajudo muito, como sempre muita informaçao util.

    • Raphael Dias

      Que ótimo saber disso, Carlos!
      Obrigado pelo comentário 🙂
      Abraço!

  • ótimo texto… com certeza deve ajudar o pessoal iniciante que não sabe por onde começar, deixo aqui como opção de ferramenta para pixel art o Graphics Gale (https://graphicsgale.com/us/) a versão free dele não permite salvar gif e ico.

    Como opção as ferramentas pagas, deixo como curiosidade o Affinity Photo, ainda não usei para esse fim, mas parece um concorrente próximo ao photoshop num preço bem abaixo.

    • Raphael Dias

      Fala, Kirlian!
      Muito obrigado pelo seu comentário e suas recomendações.
      Deu um probleminha no link que vc postou (ele incluiu o parêntese na url), aqui vai de novo então: https://graphicsgale.com/us/
      Valeu pelas sugestões, abraço!

  • Bárbara Galvão

    Adorei o artigo,sou apaixonada por pixel art e realmente não sabia por onde começar. Agora já dá pra ter uma ideia e hoje mesmo comecei a treinar!! Obrigada!!

    • Raphael Dias

      Oi, Bárbara!
      Que legal saber disso! Eu também gosto demais de pixel art e eu realmente acredito que veremos esse tipo de arte sendo exposto em museus em alguns anos ou décadas.
      Muito obrigado pelo seu comentário, abraço!

  • Thiago Teles

    Utilizo o Photoshop, e como referência de artistas em pixel arte, tenho em primeiro lugar meu professor Marco Vale (https://twitter.com/MarcoValeKaz) e o Gary J Lucken.

    • Raphael Dias

      Fala, Thiago!
      Obrigado pelo comentário e pelas recomendações de referências a seguir! Já estou dando uma olhada aqui.
      Abraço!

  • ayawen

    Uma atualização recente do programa gratis Krita possui ferramentas boas para fazer pixel art, inclusive de animação. https://krita.org/en/

    • Raphael Dias

      Oi, Ayawen!
      Obrigado por contribuir aqui com a nossa listinha de ferramentas, com certeza vai ajudar muita gente 🙂

  • Anderson Fernandes do Vale

    Criar pixelart para mim se tornou um momento para relaxar e criar, aliviando o peso de horas de programação.
    Projeto atual: https://twitter.com/andersonfvale/status/818959129037471745

    • Raphael Dias

      Fala, Anderson!
      Tá ficando maneiro seu projeto, te segui lá no twitter pra acompanhar.
      Obrigado pelo comentário, abraço!

      • Anderson Fernandes do Vale

        Muito obrigado Raphael! De grão em grão o projeto vai criando forma, vou fazendo nos momentos vagos e fins de semana, desenho ali, programo aqui.. e vai indo

  • Jess

    Fiquei com uma dúvida, no caso, para usar esta técnica é necessário saber desenhar bem ou não nem preciso saber ? Obrigada

  • Rodrigo J de Bem

    Muito legal o artigo! Principalmente a parte das entrevistas. Atualmente uso um programa chamado Aseprite, ele tem uma versão paga mais simples de instalar porém ele também permite que você realize manualmente a instalação, instalando as dependências e etc. Parabéns pelo artigo 🙂