Resiliência, foco e visão: as lições inspiradoras de 11 desenvolvedores brasileiros de games

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Nem sempre nós estamos motivados para realizar o trabalho que precisamos para atingir nossos objetivos.

No caminho em direção a nossas metas e sonhos existem muitos desafios, contratempos e a famosa “dor” associada ao crescimento.

Quando eu estou tentando atingir determinado objetivo, o que mais me ajuda é buscar entender como foi a trajetória daqueles que já chegaram lá e que mentalidade e atitude eles tiveram para superar os desafios.

Neste artigo eu reuni frases inspiradoras de desenvolvedores de jogos do cenário nacional, que só chegaram onde chegaram por ter visão, resiliência e foco.

Todas essas frases foram retiradas do PDJ Show, série de entrevistas que eu faço com desenvolvedores e que tem como intuito entender e desconstruir como eles foram do zero ao lançamento de seus jogos.

Eu tenho certeza de que pelo menos uma das frases abaixo vai te ajudar a ter mais resiliência, foco ou visão também!

#1 – Sair do que é seguro para um lugar de risco é difícil para a maioria das pessoas. Mas um risco calculado pode dar frutos. (Gabriel Stürmer, Cupcake Entertainment)

Raphael Dias: No geral as pessoas têm uma dificuldade grande em avaliar riscos, e isso acaba fazendo com que elas não aproveitem boas oportunidades.

Tudo que é interessante na vida só pode ser alcançado assumindo riscos. Como o Gabriel disse na entrevista, o importante é que os riscos sejam calculados e avaliados. Mas como fazer isso?

A resposta para essa pergunta não é simples (nem única). Mas eu vou te deixar com duas  perguntas que eu sempre me faço antes de tomar uma decisão mais arriscada:

1. Qual é o pior cenário possível? E quão suportável é ele?

Essa pra mim é uma das perguntas mais importantes. Eu a uso muito na minha vida. Analise qual é o pior cenário possível de uma decisão arriscada e pense se esse cenário é realmente tão assustador assim.

Se você quiser se aprofundar nisso, a origem dessa abordagem é do filósofo romano Sêneca.

Ele era conselheiro de Marco Aurélio (o imperador) e outras grandes figuras da história.

Em uma de suas famosas cartas para Lucilius, que era procurador de Sicília durante o reinado do imperador Nero, Sêneca sugere que Lucilius passe alguns dias apenas com o absoluto básico (pão e água, um teto para dormir, roupas que cobrem o corpo) se perguntando continuamente “Essa é a condição que eu tanto temia?”.

Ao perceber que os piores cenários não são tão horríveis assim, a sua coragem aumenta vertiginosamente (Se quiser se aprofundar nisso, tá aqui um link em inglês).

Eu não estou te dizendo para adotar ao pé da letra o conselho dado por Sêneca. No entanto, você com certeza se beneficiará em analisar qual é o pior cenário possível que você pode chegar ao tomar uma decisão arriscada.

Esse pior cenário é mesmo tão horrível assim a ponto de não valer nem arriscar ter uma grande conquista? Reflita sobre isso.

2. Se eu chegar no cenário possível, quão custoso será voltar para meu cenário original?

Essa é uma pergunta complementar à primeira. Caso o pior dos cenários aconteça e você vá parar no pior cenário possível, quão difícil é voltar para o estágio em que você se encontra agora (antes de tomar o risco)? Apenas alguns meses ou vários anos?

Quando me faço essa pergunta geralmente percebo que não é tão difícil assim voltar para o estágio inicial. Talvez isso seja verdade para a maioria das suas decisões também.

Não deixe também de ver a entrevista completa que eu fiz com o Gabriel Stürmer.

#2 – Toda vivência que eu tive em outra profissão eu trago para a minha carreira de jogos todos os dias. (Daniel Monastero, GARAGE 227 STUDIOS)

Raphael Dias: Não pense que, ao mudar de carreira para trabalhar com games, tudo que você aprendeu na sua outra profissão terá sido “jogado fora” (como nossos pais e parentes adoram nos dizer).

Eu conheço muita gente que mudou de carreira e elas sempre levam algo da carreira anterior que as diferenciam na nova empreitada.

Eu mesmo trago muito do que aprendi nos meus anos de carreira acadêmica (sou formado em Física, fiz doutorado e pós-doutorado na área) para a minha carreira como empreendedor e para o universo do desenvolvimento de games.

O Daniel Monastero, autor da frase acima, me contou em detalhes como ele foi de advogado para co-fundador da Garage 227 Studios, que desenvolveu o jogo Shiny (STEAM, XBox One).

E acredite: os conhecimentos dele como advogado fizeram toda a diferença quando ele e sua equipe estavam desenvolvendo o game. Nesta entrevista que fiz com ele para o PDJ Show você pode conferir como ele aproveitou sua profissão anterior no desenvolvimento de jogos. Não deixe de conferir.

#3 – Poder fazer coisas e interagir com objetos virtuais com suas próprias mãos muda tudo. (Orlando Fonseca, IMGNATION Studios)

Raphael Dias: Não precisa adicionar muito, não é verdade? O Orlando Fonseca Jr. é referência nacional em VR (realidade virtual) e apaixonado por essa tecnologia. E a visão dele sobre o futuro dessa tecnologia é o que guia a Imgnation.

O Orlando tem uma jornada incrível de superação e eu recomendo que você assista a entrevista que eu fiz com ele sobre quase falências, aceleradoras internacionais e o futuro da realidade virtual.

#4 – Não tem nada errado em você começar com um projeto por encomenda, essa pode ser uma forma interessante de você aprender a trabalhar dentro de um orçamento e um prazo. (Erick Passos, Sertão Games)

Raphael Dias: Todo iniciante no desenvolvimento de jogos quer fazer o próximo GTA (ou Final Fantasy, ou Metal Gear ou insira-aqui-sua-franquia-favorita). Mas as coisas não funcionam bem assim.

Para você ter a possibilidade de implementar a sua grande visão como desenvolvedor em um grande projeto, primeiro você precisa trabalhar em projetos menores, em projetos de terceiros, e em projetos que podem nem sair da gaveta.

Existe uma longa estrada até a criação de grandes jogos. E é isso que o Erick nos lembra nessa frase. Aprenda trabalhando no sonho dos outros, até estar pronto para trabalhar no seu próprio projeto dos sonhos.

Na entrevista que eu fiz com o Erick Passos ele ainda deu mais essa dica valiosa:

“No fundo mesmo o que importa é você fazer uma coisa realmente muito interessante. No final das contas de você tem um conteúdo bom, uma ideia bem executada e escuta as pessoas certas partindo de uma ideia boa, o resultado tem uma tendência de aparecer.”

#5 – É legal se reinventar, mas é legal ter uma cascata de conhecimento. É isso que traz valor para o nosso estúdio. (André Rodrigues, Big Green Pillow)

Raphael Dias: Essa foi uma reflexão muito interessante feita pelo André Rodrigues quando eu o entrevistei pela segunda vez.

É comum vermos desenvolvedores sempre buscando fazer algo inovador, diferente. Mas também existe um grande valor em fazer a mesma coisa até alcançar um nível alto de sofisticação.

É na busca pela masterização que se consegue essa “cascata de conhecimento” que o André se referiu.

Não deixe de conferir as versões completas das duas entrevistas que fiz com o André:

#6 – Eu não gosto de enxergar a produção de jogos como religião e sim como ciência, um processo de experimentação. (Walter Machado, desenvolvedor indie)

Raphael Dias: Pela minha formação como cientista, essa é uma visão que eu me identifico bastante.

Algumas pessoas pensam que a busca pela certeza e precisão associada à Ciência não pode estar conectada com expressões artísticas. Pensar isso é um equívoco, e o período da Renascença é um grande exemplo disso.

O próprio Leonardo da Vinci era conhecido por dissecar cadáveres para aprender sobre anatomia humana e, assim, poder fazer pinturas com maior precisão de detalhes. Da Vinci era um grande cientista e também um grande artista. Ele usava a ciência em prol de sua arte.

Experimente encarar a produção de games como um processo de experimentação, como o Walter Machado sugere, e veja onde isso pode te levar.

#7 – A gente se inscreveu na Game Founders por se inscrever, ninguém acreditava que a gente ia passar e no fim a gente foi chamado. E foi fantástico. (Eduardo Lamhut, BitCake Studio)

Raphael Dias: Quantas oportunidades você já perdeu simplesmente por não tentar? Essa é a principal lição dada pelo Eduardo Lamhut nessa frase.

Quando a Bitcake se candidatou para participar da Game Founders, eles não acreditavam que teriam perfil para chegar até o final do processo seletivo, pois ainda estavam se organizando como empresa. Ainda assim, o Eduardo resolveu continuar participando de todas as etapas do processo com todo o material e experiência que eles tinham disponível naquele momento até eles serem chamados para uma experiência incrível com o apoio de uma aceleradora de referência internacional

Existem estudos de psicologia que mostram que o medo de perder é maior que o desejo de ganhar. Na vida você irá se deparar com vários momentos onde você não tem nada a perder e, mesmo assim, se recusa a tentar.

Existe um motivo para o nosso cérebro funcionar assim, mas o que importa aqui é o seguinte: analise de forma lógica suas decisões e passe por cima de medos bobos, como o medo de perder algo que você nem tem.

Enfrente o medo de não conseguir. Eu te garanto que isso irá te gerar muitos resultados positivos.

#8 – 90% do que a gente sabe sobre fazer jogo foi aprendido fazendo jogos mesmo. (Felipe Dal Molin, Luderia e Aquiris Game Studio)

Raphael Dias: Uma coisa que eu discuto bastante com os membros da Academia de Produção de Jogos é o risco da obesidade intelectual.

Esse é um termo que eu uso pra descrever o ato de aprender muito mais do que você aplica. Teoria e prática são ambas importantes, mas é preciso haver um equilíbrio entre elas.

Não adianta você ler um monte de livros, assistir um monte de tutoriais e cursos, se você raramente aplicar tudo que você aprende.

Tente aplicar o quanto antes seus novos aprendizados, pois é a execução que valida o seu conhecimento. Clique aqui para conferir a entrevista completa com o game designer Felipe Dal Molin.

#9 – O grande triunfo da Behold foi exatamente ter continuado. A cada desafio que a gente enfrentava e dificuldade vencida a gente continuava simplesmente persistindo a cada ano. Já completamos mais de seis anos. (Saulo Camarotti, Behold Studios)

Raphael Dias: Essa frase do Saulo Camarotti me lembra um dizer muito conhecido: “A maioria das pessoas não fracassam. Elas desistem”. Esse é um conceito bem importante, que eu me esforço para usar na minha vida.

Com muita frequência vemos pessoas dizendo que “fracassaram” em algo, que não conseguiram, mas na verdade elas só desistiram antes de ter uma chance real de conquista. Todos querem colher os frutos, mas nem todo mundo está disposto a trilhar o caminho necessário.

Lembre-se sempre dessa frase do Saulo quando as coisas estiverem difíceis pra você ou quando você estiver pensando em desistir. Tenha a determinação necessária para continuar seguindo em frente e superando os obstáculos.

Afinal, como vencer alguém que não desiste?

#10 – O que eu e Danilo recomendamos quando os mais jovens vêm falar com a gente é: faça um jogo pequeno, o menor produto possível, o menor jogo que você consegue imaginar que seria algo legal e lance ele. É importante você lançar esse jogo e passe por todas as fases de lançamento. (Thais Weiller, Joymasher)

Raphael Dias: Eu não poderia concordar mais com essa abordagem! Eu já recebi centenas de emails de pessoas empacadas no desenvolvimento de jogos (ou até mesmo desistindo da área) simplesmente por terem começado um projeto grande demais.

Talvez você já tenha visto eu explicando sobre a estratégia dos Escopos Concêntricos num dos workshops gratuitos da Academia de Produção de Jogos. A ideia por trás dessa estratégia é criar um framework onde você passa por todo o processo de desenvolvimento várias vezes, aumentando o escopo do seu projeto a cada ciclo.

Utilize essa abordagem recomendada pela Thais Weiller e você terá muito mais chances de se tornar um desenvolvedor de jogos profissional.

#11 – Uma lição que todo mundo que tá entrando em games tem que aprender: você faz planos e eles sempre mudam. E você estará sempre fazendo o melhor plano para o que você tem naquele momento. (Daniel Bittencourt, Digi Ten)

Raphael Dias: Certa vez o meu orientador de doutorado me disse: “A vida é aquilo que acontece enquanto a gente faz outros planos” (a frase original é do John Lennon).

É raro a vida acontecer exatamente como planejamos. Mas isso não quer dizer que não devemos planejar nada. Como o Daniel Bittencourt muito bem colocou na nossa entrevista para o PDJ Show, o nosso papel é sempre fazer o melhor plano considerando as informações que temos naquele momento.

Crie um plano original e esteja disposto a adaptá-lo durante o processo, conforme você adquire novas informações.

Agora eu quero saber de você…

Quais das lições acima você mais gostou? E qual foi o motivo?

Comente abaixo o que você achou das frases acima e vamos continuar a discussão sobre a importância da resiliência, foco e visão no desenvolvimento de games.


  • Eduardo Gus

    Fantástico,
    Raphael! Obrigado pela clareza das ideias, que nos estimula a colocar
    em prática o que você nos transmite, e que nos relembra daquilo que
    muitas vezes já sabemos mas que acabamos deixando à deriva no mundo
    das ideias. O #8 desvenda uma realidade que acaba ficando invisível
    para a maioria, pois essa maioria acaba desistindo: 90% do que se
    necessita para desenvolver jogos vem do desenvolvimento de jogos. A
    obesidade intelectual é um veneno que paralisa o agir. O antídoto é
    apenas e tão-somente a execução, a qual valida o conhecimento,
    mediante a espontaneidade, a confiança, a serenidade e a energia de
    quem se convence dessa realidade. Parabéns, Raphael, e obrigado!

    • Raphael Dias

      Muito obrigado por essas palavras, Eduardo!
      Grande abraço!

  • Muito legal! Parabéns a todos pelo artigo e pelas frases 🙂

    • Raphael Dias

      Valeu, Lucas!

  • Deiverson Silveira

    Eu gostei de todas, mas a que mais gostei foi a sua frase: “Com muita frequência vemos pessoas dizendo que “fracassaram” em algo, que não conseguiram, mas na verdade elas só desistiram antes de ter uma chance real de conquista. Todos querem colher os frutos, mas nem todo mundo está disposto a trilhar o caminho necessário.”

    • Raphael Dias

      Grande Deiverson, obrigado!
      Nós estamos numa sociedade cada vez mais imediatista, sempre querendo resultados rápidos para coisas que demandam tempo e energia. Isso acaba sendo uma grande oportunidade para quem persevera.
      Abração!

  • Bruno Pereira

    As frases 2, 8 e 10 juntamente refletem muito do que tenho pensado sobre desenvolvimento de jogos. Começar com um projeto pequeno e bem simples, o mais simples possível, ganhando uma bagagem importante de conhecimento no processo de desenvolver o projeto, e claro tudo a luz de conhecimentos e experiências que já tenho em meu trabalho atual. Com certeza são os procedimentos adequados para ingressar nessa área dentro do contexto que me encontro. E a frase 1 seria “o próximo passo”, caso chegue a oportunidade de se dedicar integralmente a isso, deixando de ser apenas um hobby e transformando-se na minha profissão.

    • Raphael Dias

      Fala Bruno! Excelente comentário. Sucesso aí na sua jornada.
      Abraço!

  • Felipe Lopes

    As 1, 2, 5, 8, 9 e 11 são as melhores, no geral todas são bastantes inspiradoras. Muito bom esse post, depois vou ver os videos

    • Raphael Dias

      Valeu, Felipe!
      Não deixe de conferir as entrevistas com essa galera também. Abraço!

  • Adilson Freire

    Creio que a primeira é muito inspiradora, pois imagino que seja o dilema da maioria!

    • Raphael Dias

      Fala Adilson! Obrigado pelo comentário.
      Também acho a primeira frase muito importante. E foi por esse motivo que decidi comentar de forma mais longa sobre ela no post. Espero que tenha ajudado 🙂
      Abraço!

  • Daniel A. Silva

    Todas elas são excelentes, na verdade. Algumas eu já conhecia, mas as #1, #2, #4, #5, #8, #9 e #11 foram as que surgiram de novidade e, ao mesmo tempo, forma de encorajar e reforçar a vontade de ir adiante como desenvolvimento. O interessante é que eu acredito que todas elas têm de ser postas em prática na carreira de desenvolvedor, para a atuação plena na área.

    • Raphael Dias

      Obrigado por seu comentário, Daniel!
      Concordo que todos esses conceitos devem ser colocados em prática. Sem execução, nada acontece.
      Abraço!

  • Rodrigo Correa

    Parabéns pelo site. Conteúdo diferenciado que a gente precisa. Sempre fui naquela onda de que falta tempo, dedicação. Mas esse ano coloquei na cabeça que vou aprender Java, desenvolver alguma coisa para partir pros games.

    • Raphael Dias

      Obrigado, Rodrigo!
      Ótimo saber que esse ano você vai partir pra ação. É isso aí!
      Abraço!

      • Rodrigo Correa

        Raphael, falando nisso, eu tenho uns materiais aqui, sei alguma coisa mas estou recomeçando do zero. Tem algum material que você indicaria especificamente de inicio para Java? Ou os materiais disponibilizados na internet de maneira fácil já são bastante eficientes?
        Sempre bom a recomendação de um especialista!
        Abraço!

    • Matheus Botelho

      Você deveria experimentar o RPG Maker MV se tiver tempo, se não me engano a linguagem que se poder trabalhar nesse programa é java.

  • Olá a todos!
    Sou, pela segunda vez, estudante de ADS. Teria terminado em 2006/2007, mas por motivos pessoais simplesmente abandonei o TCC…
    Retomei o curso em 2015 (noutra instituição de ensino), do zero (por considerar que nossa área evolui muito rápido e que valeria a pena ver tudo de novo), e termino neste ano. No ano passado, cogitando sobre o futuro, tenho olhado com atenção para o desenvolvimento de jogos e tenho ficado muito interessado. Games são algo que me acompanham desde pequeno, desde o SNES até meus dias atuais de Origin, Steam e GOG. Olhar para o jogo não apenas como um produto vago de entretenimento, mas como um software que passou por um detalhado processo de desenvolvimento, feito por um pequeno grupo caseiro ou por uma grande equipe de profissionais como das grandes franquias, em que se misturam programação, produção artística e outras coisas, tem despertado meu interesse em “produzir um jogo”, “materializar” (ou “digitalizar”, rsrs) uma ideia.
    Hoje em dia trabalho (na área de T.I., mas não com jogos) em dois turnos, estou no penúltimo semestre da graduação, sou casado e tenho um filho de 6 meses.
    Talvez eu não esteja no momento ideal de arriscar… A questão do tempo para dedicar não deixa de estar presente… Mas talvez seja este o momento bom, aproveitando a graduação e seu fim, para não perder o fio da meada e o “gás”.
    As frases da postagem são realmente bem interessantes.
    Aplicam-se-me sobretudo as frases 1 e as de 6 a 11.
    Desde que conheci o Odallus, da Joymasher, fiquei encantado. O time parece tão pequeno para um produto tão bom! E é gente nossa!
    Quem sabe muita coisa ainda mude na minha vida, mas espero não desistir antes de tentar.
    O conselho da Thais “faça um jogo pequeno, o menor produto possível, o menor jogo que você consegue imaginar que seria algo legal” é animador. Realmente a tentação de olhar para as grandes franquias que admiramos e ficar parado pensando em coisas gigantescas só atrasa o necessário “colocar a mão na massa”.
    Obrigado pela postagem, Raphael. Que os santos de casa façam milagres!

  • Su Izawa

    Eu não consigo escolher só uma frase que eu gostei, todas elas são ótimas! Sobre a #1: é verdade que algumas vezes assumir riscos pode valer a pena, você pode acabar achando uma coisa muito legal sem querer. #2 é a razão pela qual estou interessada em fazer jogos, há muitos jogos sobre todos os tipos de coisa, first-person shooters, dating sims, uma montanha numa bolha no espaço, evolução de um bicho que você pode criar, simuladores de trem, etc. #3, ultimamente eu estive assistindo um monte de vídeos de jogos VR, eu não me sinto na realidade virtual é claro, mas parece que é outro mundo, legal! E sobre a #11, talvez seja fora de lugar, mas só achei meio interessante: em um anime que eu assisti já faz um tempo chamado “sala de aula do assassinato”, o professor ensina aos alunos que é importante ter uma “segunda lâmina”, parece que não é só assassinatos que não vão de acordo com o plano.

  • João Victor Oliveira

    Ótimo compilado de frases! Parabéns 🙂

    • Raphael Dias

      Obrigado, João!

  • Sergio Ueta

    Oi, Raphael, mais um excelente artigo, muito inspirador. No meu caso, que estou investindo meu tempo nessa área depois de longa carreira em TI, achei que as mais interessantes são: a #1, pois estou assumindo este risco agora, ao mesmo tempo em que me capacito tecnicamente e procuro conhecer o mercado (para isso, o conteúdo do PDJ não tem preço); a #2, pretendo aproveitar minha experiência anterior (gestão de projetos, equipes, contratos); a #4, desenvolver projetos por encomenda para permitir exercitar a produção e trazer sustento financeiro; a #10, criar jogos pequenos para conhecer o ciclo todo, começar um portfólio e ganhar confiança.De qualquer forma, como você ressalta, o mais importante é persistência e mão na massa. Um abraço

  • ruan

    opa! entao estou desenvolvendo um game com uns amigos, ja temos o 3D do game,Art do game,,composição (trilha sonora do game) e tals… gostaria de participar? precisamos de programador , o jogo em si sera de card game 3D baseado um pouco em hearthstone e magic

  • cleber

    Muito, muito interessante. Sou graduado e pós-graduado em uma certa área, mas trabalho há quase 20 anos em outra área… Enfim, decisões… Sempre gostei de jogos (lembram do Odyssey – em caixa de madeira, pois é.. já joguei lol). No desejo de “criar” um jogo, acabei montando um pong em matriz de leds e com um amigo “hackeamos” uma rom de snes e fizemos o controle em uma bicicleta ergométrica… Há 4 meses comecei cusros online sobre modelagem 3D, animação com física, introdução ao desenvolvimento de jogos e outros que ainda pretendo fazer. Criei o hábito de seguir 1 tutorial de modelagem por final de semana aumentando a dificuldade. Não acredito que haja uma idade certa para efetuar mudanças (p. ex. de carreira – meu objetivo), mas sim o momento em que sentimos que estamos prontos para enfrentar novos desafios. E aqui a lição número deste post faz todo sentido para mim. Parabéns pelo artigo e pelo site.

  • bill barsch

    Acredito que o maior problema e mais difícil de ultrapassar e desenvolver o primeiro game completo.
    Vejo praticamente todos que desejam desenvolver falando que tem um monte de coisas prontas, mas quando vejo isso enxergo que na verdade eles não tem quase nada.
    Fazer um game com apenas 2 fases! Lançar ele nas app stores, e ver ele publicado! Quantos já conseguiram fazer isso?
    Depois que você finaliza o primeiro projeto, os próximos se tornam cada vez mais possíveis, e quando menos esperar estará fazendo um grande projeto tendo a plena convicção de que ele estará online em breve.

    Estou impressionado com este site e os conteúdos, você procura sobre desenvolvimento de jogos e descobre artigos que falam de princípios tão profundos que me fizeram ter certeza que para entrar nessa área não é fácil principalmente porque exige unir a arte à programação, isso só se consegue com um domínio tão grande das duas! quantos são capazes disso?
    Ótimo site! parabéns Raphael Dias!

  • Ester santos

    A terceira é a que se encaixa melhor comigo

  • Louy

    Não desistir… Como derrotar alguém que não desiste? Perseverança, somos capazes.

  • Matheus Botelho

    A segunda frase é muito boa. Mas, um tiro no pé ao mesmo tempo. Eu não me acho competente para desenvolver algo como Street Fighter V, mas me daria bem com o poder de trabalhar com pixel art e jogos feitos por uma pessoa só.

  • Andre Lima

    Como derrotar alguém que não desiste? Talvez essa frase seja a chave para o sucesso de qualquer coisa, mas sempre lembrando, se errar, faça rápido.

  • Elmo Brandão

    Poderiam ter colocado na lista o Felipe Falanghe, da Squad, responsável pelo Kerbal Space Program.

  • Ronaldo Rodrigues Bento

    Excelente artigo Raphael!
    Acredito muito que os games vão crescer muito ainda e consequentemente os desenvolvedores aumentaram em proporções geométricas… Como professor de Matemática, gostaria de ver jogos educacionais em nosso sistema educacional e muito bacana promover esse tipo de tópico, além de motivar, implica em uma nova visão a respeito dos desenvolvedores. Parabéns!